Guimarães Rosa na maratona

Junho 26, 2009

Hoje acontece a 3ª Maratona Literária de Porto Alegre. A abertura será às 19 horas, no Centro Municipal de Cultura (Av. Erico Verissimo, 307). A leitura irá enveredar noite adentro com “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, de 568 páginas. O livro foi escolhido por votação no blog da maratona, comunidade do orkut e cédulas, num total de 339 votos. Quem não for, pode acompanhar a cobertura pelo twitter.

Confere a programação aqui.

As editoras que apostam nos novos autores

Junho 26, 2009

Não existe literatura sem editoras. E mesmo que as publições na Internet democratizem a cena literária, a meta principal dos escritores ainda é lançar o livro impresso. Uma boa opção, especialmente para quem está começando, é

"Ficção de Polpa, volume 3", última publicação da Não-Editora

"Ficção de Polpa, volume 3", última publicação da Não-Editora

procurar as editoras que fazem tiragens menores. A Não-Editora, por exemplo, tem como principal objetivo garimpar novos autores. “Especialmente, autores que (mesmo inéditos) sejam atuantes no cenário literário gaúcho”, define Luciana Thomé. Ronald Augusto, da Editora Éblis, acredita que “o editor é uma espécie de ‘olheiro’ ”. A Internet facilita essa função: “ela torna mais ágil o diálogo com a produção poética contemporânea. Um passeio prospectivo pelos blogs de diversos poetas atuantes pode ser extremamente pedagógico”, explica ele.

Em geral, as editoras veem a web como um instrumento de divulgação, comercialização e comunicação. Para Ronaldo Machado, da Éblis, os canais digitais não são os fins, mas os meios. “Somos uma editora de livros. Nos interessamos tanto pelo poema como pelo seu suporte, o objeto livro, o qual se reveste de características insubstituíveis: a materialidade, a dimensão artesanal de sua confecção, sua portabilidade, sua tactibilidade”. Jorge Viveiros de Castro, da editora carioca 7 Letras, acha “positivo que os escritores tenham esse ‘campo de provas’

"Solecidades", de Ronaldo Machado, pela Éblis Editora.

"Solecidades", de Ronaldo Machado, pela Éblis Editora.

para a circulação de seus textos online, com direito a comentários dos leitores etc”.

O envolvimento dos autores é muito importante no processo de edição da obra. Por se tratarem de editoras pequenas, elas permitem maior diálogo. Na 7 Letras, os escritores acompanham desde as revisões do texto até a escolha da capa. No caso da Éblis, poeta e editor definem juntos os poemas que irão para o livro, fazem cortes e reordenam sequências e partes.poeta deve estar disposto a “ter seus trabalhos publicados em livros de poucas páginas, mais ou menos 32, em pequena

"Rumor da Casa", de Telma Scherer, 7 Letras

"Rumor da Casa", de Telma Scherer, 7 Letras

tiragem, cerca de 300 exemplares, capa feita de modo quase artesanal em serigrafia”.Cada editora tem seus critérios de publicação, mas nenhuma delas abre mão da qualidade do texto. Ronaldo Machado afirma que a Éblis privilegia “a poesia que se mostre inventiva e vigorosa formalmente; que encare a linguagem de modo lúcido e rigoroso”. Além disso, No Rio Grande do Sul são realizadas muitas oficinas e eventos liteários. Esses espaços servem como porta de entrada para o mercado editorial, pois permitem contato com pessoas do ramo.

Curso com Ruffato em Porto Alegre, neste sábado

Junho 24, 2009

Fabrício Carpinejar divulgou para os leitores de seu blog e o Novas Letras divulga para os nossos:

O irmão e flamenguista Luiz Ruffato, um dos grandes nomes da narrativa contemporânea, premiado com Jabuti, Biblioteca Nacional e Associação Paulista dos Críticos de Arte, está conduzindo Curso de Escrita Criativa, neste sábado (27/6) na Clínica Verri (Rua Tobias da Silva, 267/506, Moinhos de Vento), em Porto Alegre.

Seis horas de prosa gostosa e labuta de texto com autor da série de romances “O Inferno Provisório”. Das 9h às 12he das 14h às 17h.

Cada um dos participantes deve levar um conto de no máximo 6 mil caracteres para ser discutido na oficina.

Inscrições em atendimento@clinicaverri.com.br Informações pelo telefone: (51) 3022.4444

Vale a pena conferir o blog do Carpinejar, não só para ler seus belíssimos textos, mas também para ver a foto hilária do Ruffato.

Oficinas literárias ensinam a criar?

Junho 12, 2009

As primeiras notícias sobre oficinas literárias datam da década de 30. Oficialmente, em 1936, Wilbur Schramm deu a aula inaugural da disciplina que se espalharia pelo mundo como Escrita Criativa. Scramm era professor da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, e seu Program in Creative Writing continua até hoje. Por lá já passaram os brasileiros Affonso Romano de Sant’Anna, Charles Kiefer e João Gilberto Noll.  A proliferação ds laboratórios de texto gera discussões quanto à eficiência do ensino. Para uns, massificação da literatura, para outros tão válido quanto aprender a tocar um instrumento.

No Brasil, a primeira oficina foi de Cyro dos Anjos, em 1962, na Universidade de Brasília. As cadeiras de criação literária são comuns nas universidades americanas. Entre as mais famosas, estão a da University Eastern Washington, da University of Cincinnati, da Universidade de Syracuse, da Rutgers University e da Universidade do Arizona. Na França, as aulas para escritores iniciaram na década de 60 com Elisabeth Bing. As universidades francesas também aderiram ao laboratório de texto. Um dos mais conhecidos é o da Universidade de Grenoble III. A Sorbonne também tem seu atelier d’écriture. A Factoría de Alquimia Literaria, de Sevilha, é a oficina, ou tallere, mais lembrada na Espanha. A América Latina tem bons exemplos no México, Cuba, Equador, Uruguai e no cybertaller da argentina Laura Calvo.

O curso de Iowa ostenta dezesseis ex-alunos que venceram o prêmio Pulitzer, entre eles Michel Chabon, a romancista Joyce Carol Oates e o finalista Raymond Carver. No exterior, a escrita criativa é fortemente ligada a instituições de ensino. Os cursos fora delas são praticamente inexistentes. No Brasil, muitas oficinas literárias são institucionalizadas fora das universidades, como empreendimento, ainda que surjam dentro delas. O curso Cíntia Moscovich é um exemplo. A escritora gaúcha foi teve aulas de escrita criativa com Luiz Antônio de Assis Brasil e atualmente ministra suas próprias.

Recentemente, a revista americana The New Yorker publicou um artigo no qual contesta a validade das oficinas. “Programas de escrita criativa são baseados na teoria de que estudantes que nunca publicaram um poema podem ensinar outros estudantes que nunca publicaram um poema como escrever um poema publicável”, escreve Louis Menand autor do artigo. Abaixo do Equador, os cursos também recebem críticas. Sérgio Rodrigues, escritor e blogueiro do site Todo Prosa, afirma que as oficinas não podem formar escritores, porque o dom é natural, no entanto elas podem aprimorar a escrita. Nesse ponto, Luiz Antônio de Assis Brasil está de acordo com Rodrigues (assista o vídeo Entrevista com Luiz Antônio de Assis Brasil). Para ele, “o texto de quem faz oficina fica mais limpo”.  Hanif Kureishi, autor e professor inglês afirmou ao jornal The Guardian (leia a tradução aqui) que “as oficinas literárias são os novos hospitais psiquiátricos”.

Críticas à parte, a presença de um professor tende tanto a melhorar quanto a uniformizar o conhecimento. As oficinas servem como base técnica, o conteúdo depende do nível de interesse de cada aluno. Luiz Antônio de Assis Brasil comenta que os argumentos sobre a padronização do texto não são válidos, e cita como exemplo as escolas de arte, que não são criticadas por formar artistas iguais.

Assita às entrevistas com escritores sobre oficinas literárias

Que honra!

Junho 3, 2009

Bernardo Moraes fez um post no seu blog sobre o Novas Letras POA.

Pela sua atenção, obrigada!

Muito obrigada também à Alessando Garcia!

O que une a nova geração

Maio 29, 2009
O modernismo, última escola literária brasileira, terminou oficialmente na década de 1960. Da efervescência política e cultural dos anos seguintes surgiram as memórias políticas de Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, narrativas autobiográficas como Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, as novelas e contos, de temas tabus até então, de Caio Fernando Abreu, e romances que contavam o que era proibido durante a ditadura militar. A concepção de escola literária mudou. Os autores modernistas não foram rejeitados, não aconteceu nenhuma ruptura estilística, mas novos temas brotaram em profusão.  “A questão é: será que em outros tempos existia de fato uma unidade ou simplesmente, passado um punhado de décadas, criava-se uma noção de unidade?”, diz Carol Bensimon. Ela é graduada em Publicidade e Propaganda pela UFRGS, mestre em Escrita Criativa pela PUCRS e faz doutorado em Literatura Comparada pela Sorbonne Nouvelle, em Paris.
Bernardo Moraes e seu livro "Minimundo"

Bernardo Moraes e seu livro "Minimundo"

Bernardo Moraes, um dos novos escritores de Porto Alegre, participou da reportagem da revista Aplauso sobre a “não-geração” de escritores. Ele acredita que agora a unidade dos autores está “justamente em não ligar para essa história de formar um movimento. Todos somos um pouco produtos de nosso tempo e nosso lugar, então não em como evitar”.

Os passos de uma nova escritora

Os blogs foram um pulo para a divulgação dos escritores que começam. O objetivo, porém, continua o mesmo de séculos atrás: o livro impresso. Para Carol escrever na web não é uma saída, “é um primeiro passo”. Ela conta que, em 2008, publicou Pó de Parede pela Não Editora. Nas suas próprias palavras, “uma editora pequena limita a distribuição e a divulgação no centro do pais, mas e um bom começo e, além do mais, há um monte de coisas que você pode fazer por si mesmo”, comenta. “O primeiro livro é como uma carta de apresentação”.  Foi através dele que Carol chegou às páginas da revista Bravo! resenhada por Luiz Ruffato. Seu próximo lançamento será pela Companhia das Letras. Sinuca Embaixo d´água sairá em setembro de

"Pó de Parede", de Carol Bensimon. Não Editora, R$ 25

"Pó de Parede", de Carol Bensimon. Não Editora, R$ 25

2009.A trajetória de Carol começou oficialmente na oficina literária de Luiz Antônio de Assis Brasil, “embora isso tenha sido consequência de algo que eu já alimentava há algum tempo”, comenta. No entanto, a largada iniciou numa época mais remota: “acho que a vontade de escrever é algo que já deixa pistas na infância”. Ela conta que viajava muito com os pais, perambulava pelos hotéis inventando histórias, falava sozinha em um teatro para si mesma, brincava de detetive pelo prédio, “creio que tudo isso está ligado ao que acontece hoje”. Não só suas experiências, mas também outras leituras fazem parte a obra de Carol: “O que me influencia são livros isolados, não autores. Além de não querer colocar minha mão no fogo pela obra completa de qualquer autor, não tenho também a pretensão de conhecer obras completas”. Ela cita Enquanto agonizo, Luz em agosto e O som e a fúria de William Faulkner . “E, dos livros que li recentemente, dois me deram uma forte impressão: Viagem ao fim da noite, do Céline, e Jardim de cimento, do Ian McEwan”.

A escritora Carol Bensimon

A escritora Carol Bensimon

Para Carol, o público não é uma preocupação. Ela diz que se pensasse na opinião dos leitores “seria publicidade, não literatura”.Já Bernardo Moraes acredita que “é impossível escrever sem pensar em quem vai ler”. Essa diferença de opiniões ilustra a diversidade da nova geração.

Novos escritores no Blog Mundo Livro (ClicRBS)

Maio 28, 2009

O blog Mundo Livro, do ClicRBS, publicou hoje uma série de entrevistas com escritores da “safra 80”. A principal matéria do Segundo Caderno da Zero Hora também foi sobre eles.

Porto Alegre comemora a semana internacional do livro

Maio 15, 2009
Logo da I Maratona Literária

Logo da I Maratona Literária

“Cem Anos de Solidão” das 19h30 do dia 22 de abril até as 17h30 do dia seguinte. A I Maratona Literária de Porto Alegre reuniu mais de 500 leitores no Centro Municipal de Cultura (CMC). Depois de 22 horas entre as 394 páginas de Gabriel García Márquez, intervenções teatrais e cinco apresentações musicais, sete maratonistas chegaram ao fim da leitura. O Circo Petit POA abriu evento com uma apresentação circense ainda fora da CMC. Meia hora depois, o prefeito José Fogaça começou a leitura. Os leitores convidados se revezavam a cada parágrafo, alguns liam em português, outros no espanhol original. Entre os participantes estavam figuras conhecidas da cidade, como Luís Augusto Fischer e Rafael Guimaraens, e também as novas letras de Porto Alegre. Exatamente o que simboliza o logo do evento: a passagem de gerações da literatura.

Ouça Arthur de Faria, Antonio Xerxenesky e Cíntia Mocovich lendo “Cem Anos de Solidão”

A iniciativa é da Coordenação do Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), sob a batuta de Daniel Weller. A previsão é de uma nova noite virada no dia 29 de maio. O livro a ser vencido ainda está em votação através da comunidade da Maratona Literária no Orkut.

Daniel Weller apresenta os primeiros maratonistas.
Daniel Weller apresenta os primeiros maratonistas.

Escute a entrevista com Daniel Weller

Oficialmente, a II Festipoa Literária terminou num sarau, dia 25 de abril, no Espaço Ox. Apresentações como a do carioca Márcio-André trouxeram os recursos multmídia para a literatura. No mesmo dia, subiram ao palco o povo das letras Reginaldo Pujol FilhoOlavo AmaralEverton BehenckLeonardo Marona, Rodrigo Rosp, Sandro Marques, Antônio Xerxenesky, Laurene Vargas e Cris CubasMaria Rezende, e as bandas Fapo e os Humanóides, Jess e os Caras, DionísiusÔnibus Azul.

Fernando Ramos, organizador do FestiPoa Literária diz que o evento “proporciona um espaço aberto para que escritores se encontrem fora do meio formal e de feiras do livro.” Também é um espaço para o leitor se encontrar com escritor, que vai conversar mais do que se estivesse dando uma entrevista. Como o festival é realizado em livrarias pequenas, e não em gigantes, o contato fica próximo. Segundo ele, nessa edição, a reação do público foi melhor. Mais pessoas compareceram às atividades  houve maior receptividade. Também houve simpatiados escritores, que participaram

Apresentação do Circo Petit POA
Apresentação do Circo Petit POA

ativamente do evento. A 2ª edição do FestiPoa contou com cerca de 40 escritores e teve um público de cerca de 300 pessoas. Outra diferença desse ano foi o lançamento do livro “O melhor da festa” (Editora Nova Roma), antologia com 36 textos de autores que participaram da primeira edição do FestiPoa Literária, em 2008.

A “cura da ressaca da festa de encerramento”, brinca Fernando, aconteceu no domingo, no Porão do Beco. A segunda edição do Porão da Palavra reuniu em um “sarau electro-acústico” os esritores Ethiene Blanchard, Marlon Almeida, Pedro Marodin, Everton, Jana Lautsen, Rica Sabadin, Olavo Amaral, Thedy Corrêa, Rodrigo Rosp, Ricardo Silvestrin, Diego Silva e Leo Felipe, que leram e interpretaram seus textos.

Assista apresentações no Espaço Ox (festa de encerramento do Festipoa) e no Porão do Beco (Sarau Eletro-acúsico)

Adendo à parte

Abril 22, 2009

Para comemorar o Dia Internacional do Livro, Porto Alegre terá uma programação cultural especial do dia 22 ao dia 25 de abril. O Jornal Vaia em parceria com as livrarias Letras & Cia e Palavraria promovem a segunda edição da festiPoa Literária. A programação conta com palestras, debates, sessões de autógrafos e de cinema, shows e saraus que reunirão mais de 60 artistas. Todos os eventos são gratuitos. O objetivo principal é divulgar o trabalho dos escritores e discutir os rumos da literatura. A cidade, que já tem a Feira do Livro marcada na agenda para segundo semestre do ano, ganha mais um motivo para promover a leitura.

A abertura da festiPoa acontece no dia 22 de abril, na livraria Letras & Cia (Avenida Osvaldo Aranha, 444), às 17h30, com uma conversa entre o homenageado Luís Fernando Veríssmo, Fabrício Carpinejar, Reginaldo Pujol Filho e Leonardo Marona.

Programação, de zerohora.com

Dia 22 de abril: Quarta-feira

Livraria Letras & Cia (Av. Osvaldo Aranha, 444):
17h30 — O homenageado Luis Fernando Verissimo conversa com Reginaldo Pujol Filho, Leonardo Marona e Fabrício Carpinejar sobre Humor, Poesia e Crônica

19h: Autógrafos da antologia, “O melhor da festa” (Editora Nova Roma, 136 páginas, R$ 21,00)

Centro Municipal de Cultura (Erico Verissimo, 307)
19h: largada da 1ª Maratona Literária, na qual o público e convidados se revezam lendo em voz alta Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Nos intervalos, saraus, apresentações de malabares e apresentações dos grupos Lá Fora, Soledad e do Borimbolá.

In Sano Pub (Rua Lima e Silva, 601)
20h — Sarau com escritores convidados; mostra Cabaré do Verbo Pocket, com o músico Adriano Pessoa; performance teatral Roberto Piva: Profeta da desordem, com Núbia Quintana e Sandro Marques. Show com Sandro Dornelles, Richard Serraria, 2×4 e Sexteto Blazz. Ingresso a R$ 10 após as 22h

Dia 23 de abril: Quinta-Feira

Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165)
16h — Debate “O fim do livro?”, com os escritores e editores Cássio Pantaleoni, Rubem Penz e Paulo Tedesco. Mediação de Marcelo Spalding.

17h30 — Mesa “Muito prazer: Proesia”, com Laís Chaffe, Rodrigo Rosp, Telma Scherer e Rafael Ban Jacóbsen

19h — Claudio Levitan conversa com Nelson Coelho de Castro e Arthur De Faria sobre a construção das canções.

Toca da Coruja (Lima e Silva, 1.255)
19h — Lançamento de Minicontos e muito menos, de Laís Chaffe e Marcelo Spalding (Casa verde) e exposição de ilustrações criadas para o livro por Alexandre Oliveira, Bier e Guilherme Moojen

Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835)
20h — Show do compositor e músico Sandro Dornelles. Ingresso a R$ 5.

Dia 24 de abril: Sexta-Feira

Letras & Cia
16h – Mesa com os poetas Ana Mariano, Sidnei Schneider, Maria Rezende e Luis Pimentel. Após, os quatro autografam seus livros livros O grande homem mais ou menos (Luis Pimentel), Bendita Palavra (Maria Rezende), Pequenas biografias não autorizadas (Leonardo Marona) e Ensaios radioativos (Márcio-André).

Espaço Cultural Casa dos Bancários (General Câmara, 424)Das 13h às 18h – Mostra de Poesia Visual

17h – Poesia visual contemporânea: dilemas e delitos – debate com os poetas Jorge Bucksdricker e Diego Petrarca, curadores da mostra.

Cinebancários (General Câmara, 424)
18h30 – Bate-papo e leituras de poemas de Waly Salomão, com Diego Petrarca, Ricardo Silvestrin e José Antonio Silva

19h – Exibição do documentário Pan-Cinema Permanente, de Carlos Náder, sobre Waly Salomão.

Letras & Cia
18h30 — Painel sobre a literatura na sociedade contemporânea com Altair Martins, Ítalo Ogliari, Luis Augusto Fischer e Márcia Ivana Lima e Silva. Mediação de Leandro Dóro

19h30 – Painel sobre conto com Olavo Amaral, Monique Revillion e José Antonio Silva. Mediação de Carol Teixeira

Sintrajufe (Rua Marcílio Dias, 660)
20h30 — Mostra Cabaré do Verbo Pocket (Grupo Trilho de Teatro Popular), Sarau com Diego Petrarca e Lorenzo Ribas e Show com a banda PoETs.

Dia 25 de abril: Sábado

Letras & cia
10h – Debate sobre música infanto-juvenil com Gláucia de Souza, Jorge Herrmann e Claudio Levitan. Mediação de Caio Riter (mediador).

Cultural (Rua Riachuelo, 1257)
14h30 – Debate sobre a poesia na escola com Luis Pimentel, Márcio-André e Luiz Horácio. Após, autógrafos de Ensaios radioativos, de Márcio-André.

15h30 – Espetáculo de poesia com o Grupo Rumor.

Palavraria
19h — Debate sobre o livro Contestado: o poder da fé, com o autor Walmor Santos, Volnyr Santos e Carlos André Moreira.

Ocidente — Espaço ox (Rua João Telles/Av. Osvaldo Aranha)
18h — Festa de Encerramento

Mapa da FestiPoa:

“Não, nunca ouvi falar.”

Abril 3, 2009

Publicar um livro não é mais tão difícil como era há 10 ou 20 anos. As prateleiras sempre estão cheias de volumes, novos nomes a toda hora. Mas quem são esses novos autores? Na maioria das vezes nem o pessoal do ramo sabe. Fabiana Kucharski, atendente de uma livraria porto-alegrense, diz que nunca lhe pediram livros de Antônio Xerxenesky ou Carol Bensimon. “Não, nunca ouvi falar”, diz com estranhamento,  “Daqui, só perguntam por Juremir Machado e Rafael Guimaraens”.

Os escritores que chegam agora na cena literária passam por muitas dificuldades até receber reconhecimento. Muitos deles desistem e partem para outras carreiras. Outros batalham muito para conquistar seus espaços, como é o caso de Bernardo Moraes. O autor de Minimundo (IEL, 2006) já entendeu como funciona o negócio literário: “O mercado não é acessível, porque tudo se resume à qualidade do trabalho e a oportunidades de mercado.” Independente das vendas, ele defende que o importante é produzir e se expor: “Eu não entendo do ramo editorial. Eu entendo o seguinte: é preciso escrever, é preciso mandar os livros pras editoras, conversar com as pessoas e esperar pelo melhor. Isso é assim no mundo inteiro e é assim há muito tempo.” Mesmo com os avanços da tecnologia a serviço dos escritores, Bernardo prefere o objeto impresso, “Eu ainda me apego ao livro de verdade”. Apesar dessa opinião, Moraes  não é alheio às evoluções: “Essa história de publicar na web, eu ainda estou explorando. Tenho um blog, de vez em quando coloco alguns contos no ar, mas não sei, talvez o futuro dos livros esteja nos leitores eletrônicos.”

Uma das entidades parceiras dos novos escritores gaúchos é o Instituto Estadual do Livro (IEL). Vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, o IEL tem como propósito “difundir a literatura produzida no Estado através do apoio ao escritor novo e à preservação da memória literária e cultural do Rio Grande do Sul.” Já lançou grandes nomes como Caio Fernando Abreu e Luiz de Antonio Assis Brasil, no tempo em que não eram tão grandes assim. Recentemente lançou Solstícios, de Jorge Bucksdricker (2005), Desconjnto (2002), da poetisa Telma Scherer, além do já citado Minimundo, de Bernardo Moraes.

Para quem quer conhecer mais sobre os novos personagens da literatura gaúcha, o site Artistas Gaúchos reúne uma lista de escritores gaúchos, da nova geração e já consagrados, além de músicos, fotógrafos, atores e muitos outros artistas.

Leia a entrevista de Fábio Fernandes com Antônio Xerxenesky aqui.